[Incrivelmente, esta página é campeã de audiência neste blog! Não sei por quê. Se você sabe, comente!... E vamos em frente: ]

Nasci em 1976, como algumas pessoas bacanas que vocês conhecem, como Ronaldo Nazário, Simony Benelli e Rafinha Bastos. Ê, safra 76! Pena que tudo o que eu fazia pra mudar o mundo era inutilizar fraldas! Nunca vi o Capitão Aza, até hoje não entendo por quê, eu tinha idade pra isso, perfeitamente [EDIT: O Capitão Aza terminou em 1979 como um programa local, sendo transmitido só para o Rio de Janeiro].  Só me lembro vagamente do Globinho, no dia em que eu liguei a TV sozinho pela primeira vez. Mas isso não tem nada a ver com desenhos animados…

O sonho começou no ano de 1991. Eu tinha 15 anos, apenas. Sendo que nem personagens eu tinha direito, e até então, eu não tinha visto alguns personagens que me chamariam ainda mais a atenção para isso. Ou será que não?…

  • Em 1987 descobri que Snoopy dançava pra caramba. A Band exibiu parte de um episódio do Snoopy, It’s Flashbeagle, Charlie Brown, no programa ZYB Bom.  (Detalhe: a animação desse episódio pode até ser considerada ruim…) Nesse mesmo ano, vi o especial de Tom Jobim na Globo, com a animação “Borzeguim” no encerramento, feita por Horácio Young Jr. Tá, à rigor era uma prova de lápis, mas valeu! Em 1994, falece ACJ, reprisaram o programa e eu gravei. Esse programa foi lançado em DVD pela Globo Marcas.
  • Em 1989, vi no Fantástico o clipe Opposites Attract, de Paula Abdul, onde ela contracena com um desenho animado, o rapper virtual MC Skat Cat.
  • Em 1992 eu conheceria os Tiny Toons [estrearam no Xou da Xuxa, mais precisamente em 1991, mas só os descobriria no ano seguinte]. E novos episódios dos Simpsons, quando ainda gostava deles. A gente andou brigando, sabe…
  • Em 1993, eu conheceria Rebecca Cunningham. Além de sobrenome, tem uma filha – isso mesmo, não é sobrinha, mesmo sendo uma personagem Disney. Aqui no Brasil, muitos também conheceram a Geninha [Gadget Hackwrench], que ganhou uma legião de fãs apaixonados Internet afora – sim, nascia nesse ano a World Wide Web, a parte mais famosa da Internet em todos os tempos.
    [Nesse ano, as séries Tale Spin e Tico e Teco foram exibidos pela Rede Globo em horário próprio, aos domingos, antes de virarem "mais um" desenho animado nos programas da casa.]
  • Em 1994 eu conheceria os Animaniacs. Uma série com um certo ranço conservador, mas que por outro lado, ousava bastante em alguns aspectos. E ouviria falar muito de O Rei Leão, e um certo suricate que o acompanhava… E em Darkwing Duck… puts, mas que seriado bem desenhado, sô!
    MC Skat Cat volta ao lado de Barry White e mais uma pá de personagens muito bem animados em um clipe falando sobre reciclagem, “Take it Back”, que eu ví no Video Show e que nâo acho informações em lugar nenhum.
  • Em 1995 eu conheceria os Swat Kats [exibidos, quem diria, pela CNT, eram uma das principais atrações da emissora] e através da revista Wizard, me desesperaria com o traço de Greg Capullo. Seria só o primeiro da lista…  E até hoje me arrependo de não ter prestado mais atenção nos Raccoons, um desenho animado dos anos 80 exibido pela Record nessa época e dublado pelo mesmo pessoal que dublava Chaves e Chapolin. Essa série tem uma música tema totalmente popular (Run with Us, de Lisa Loughleed), como nenhuma outra série em seu estilo. (Será que o Mário Lúcio de Freitas chegou a traduzir essa música?…)
  • Em 1996, eu conheceria Minerva Mink, em episódios dos Animaniacs até então não exibidos pela TV aberta (o SBT os exibiria, já no século XXI – vi o episóido no saudoso Warner Channel antigo, muito antes desses tais de Friends chegarem e tomarem conta de tudo. Como não há equivalente brasileiro para o canal WB Kids, só as minhas fitas VHS me consolam…)
  • Em 1997, eu conheceria Bonkers e a simpatia de esposa que o Bafo arranjou, a Peggy. [programa Disney Club, do SBT.]
  • Em 2002, eu caí pra trás e descobri que desenhava mal pra caramba ao descobrir o site do Herbie Bearclaw e precisaria aprender tudo de novo, até hoje não consegui…
    [Esse é um pseudônimo, e ele não tem mais site hoje em dia, ele era um ex-animador da Disney do extinto núcleo da Flórida, que eu saiba, trabalhou em Mulan, Pocahontas, O Rei Leão e Lilo & Stitch, e é provável que tenha iniciado os trabalhos do desenho cancelado My Peoples.]
  • Em 2006, através do site que mudou a cara da Internet [YouTube], eu conheceria alguns trechos ‘ocultos’ de Animaniacs (Macadamia) e Tiny Toon (Just Say Julie Bruin), além de séries como Galaxy High – um dos primeiros trabalhos do Tokyo Movie Shinsa (sem ser em estilo anime, bem entendido… essa produtora existe desde 1964). Os personagens não tinham nada a ver com outras séries mais conhecidas, mas o traço sobrenaturalmente perfeito deles já estava lá, e essa série teve apenas 3 episódios exibidos, sem identificação, no Show do Mallandro, em 1992.  Em outros lugares, descobri que alguns efeitos especiais “inexplicáveis” de alguns desenhos animados eram feitos por um equipamento chamado Scanimate. E nesse ano descobriria a existência de Jen Seng, uma das artistas que roubou meu coração caiu em cheio no meu conceito do que são personagens bem feitos.
    [Tenho dúvida se ela chegou a visitar o meu site, porquê textos recentes dela recomendam que as pessoas parem de imitar seu estilo... e ela mora em Boston, onde há uma das maiores colônias de brasileiros dos EUA, que poderiam perfeitamente explicar os meus sites pra ela. Em sua homenagem, o personagem Zicky Zira mora em Boston.]

Os primeiros personagens originais que criei são mais de HQs do que qualquer outra coisa, como Rosaura, a dublê de corpo. Eles não se dariam bem com animação, nem pra adultos. Já em 1993, isso começa a mudar de figura…
Eu tinha 15 anos, não era mais exatamente uma criança, mas curtia essas séries que vocês viram aí em cima como poucos. Só que em vez de me deixar levar pelos enredos e histórias, como era antes, agora a própria mídia desenho animado e suas técnicas (e o talento de alguns de seus realizadores) me chamavam a atenção.
Talvez a minha ‘falha’ foi não ter conhecido melhor os animes [Cavaleiros do Zodíaco, por exemplo, que em 1994 estrearia com sucesso total na Rede Manchete] assim eu pensaria mais como a maioria dos que pleiteiam estar nessa mídia e os fãs de animes, muito mais numerosos do que os que seriam fãs dos meus personagens. Estão aí os Anime Friends da vida que não me deixam mentir.

SENTA, QUE LÁ VEM A HISTÓRIA…

Em 1994 nasce, sem querer, durante uma história envolvendo os meus primeiros personagens, uma nova linha deles. Uma apresentadora de TV, de microfone em punho, intervia no roteiro, parodiando o programa Você Decide. Nascia Brenda Woodward, a minha primeira personagem que não era exatamente um ser humano – aliás, os meus personagens sempre tiveram nome e sobrenome. O nome anglo-saxônico seria parodiando aqueles tantos seriados e filmes que eu via na televisão desde tempos imemoriais. Algumas páginas depois, nasce uma assistente de palco, com fone na orelha e prancheta: Rosalyn Speillberg, escrito assim mesmo (hoje é Rosalyn Rockwell). Começa a nascer aí uma turma que subsiste até hoje, nos mesmos cadernos, antes os mesmos da escola, e depois, já comprados só pra isso. Só passei a usar folhas soltas no século XXI pra escanear direito os desenhos.

E mesmo quando eu só tinha 3 ou 4 personagens criados ainda – hoje são um pouco mais de 30 – eu imaginava como seria bacana se eles fossem uma série de desenho animado. E mesmo que eu seja uma anta em matéria de desenho, perto de Herbie Bearclaw e Jen Seng (eles acham que são “mais um” em seus universos, para mim são um casal de monstros sagrados). Mesmo que a animação, neste país, esteja engatinhando, e quase que eu diria que “em mãos erradas”.

Aliás, nem faço questão que ela tenha bandeira brasileira. Senão ela entra na mesma vala dos projetos de cinema nacional, com todas as suas agruras, as mesmas que fizeram Paula Lavigne convencer Ratinho a desistir de investir no cinema, e teria trocentas restrições quanto a seu conteúdo.
É por esse motivo que os meus personagens não são “o espelho do Brasil” tal qual “Cidade de Deus”, ou “Turma da Mônica” – que desde o começo eu não me identificava com eles (se o Maurício de Sousa algum dia quiser tomar um café e entender essa história, comments, please, “beijo, me liga!”)

Talvez muitos me diriam pra eu fazer o caminho mais tradicional: Tiras – gibis – licenciamento – animação. Mas já empaco no primeiro: não sei fazer tiras direito. O que pesou em um concurso que participei, da Folha de São Paulo, no qual a “revelação” foi um cartunista ativo desde a década de 70 e que eu rio muito mais com o Cersibon do que com ele.

A bem da verdade, não vejo HQs como a ponte para os desenhos animados. Ao menos em Mônica’s land, vulgo Brazil, cuja porcentagem de um dígito restante se divide entre super-heróis, mangás e outros personagens que estão só nessa de HQs ainda porquê ainda tem muita grana por trás, como Disney e Senninha. Eu sei que isso é uma visão extremamente pessimista de um leigo que nunca leu Mortadelo e Salaminho porquê nunca pediram no colégio, e espero, quem sabe, que esta página tenha 29384 comentários mostrando que estou enganado… A HQ mais “off-Broadway” que li foi Asterix. Todas geniais, claro, pena que muito mal encadernadas, dava vontade de mandar pôr espiral no xerox da esquina.

INSANIDADE JÁ!

Embora isso beire o insano, o impossível, sabe, aquelas loucuras, do tipo que em vez de você dar risada, você quer me dar tapas na cara pra ver se eu acordo, eu ainda sonho com o caminho contrário. Sonhar com o improvável, de que de repente algum executivo de alguma emissora canadense ou alguma produtora da Coréia do Sul passe por este blog. E resolver apostar suas fichas em um jovem desconhecido, anônimo e estrangeiro, e que ainda por cima, sonha com animação 2D. Meus personagens em 3D, só nas fantasias dos funcionários e nas figuras de ação!…

Esta página está em construção. Mas se você ficou curioso (é mais provavel que não, mas nunca se sabe), conheça os meus personagens no site http://igorcbarros.furtopia.org.   E muito obrigado: esta página é uma das mais acessadas neste blog. “Saúdo os que me escutaram, e agradeço os que me ouviram.”


6 Respostas para “Mas, por quê, desenhos animados?”


  1. Outubro 31, 2008 às 6:18 pm

    Muito interessante, o teu texto. Também gosto de TINY TOON,ANIMANIACS (exceto pela cantoria excessivamente “disneyana”). Claro que sei de onde vi a Geninha e a Rebeca. Como têm fanarts da Minerva,né? Mais até que a Olá Enfermeira. Assim como as da Lola Bunny. Também tenho meus personagens, “humanizados”.

    > A Minerva só aparece em 3 episódios, mais no longa “Wakko’s Wish”, que encerrou a série. Mas na Internet não tem pra ninguém, desde que eu comecei a procurar sobre o tema. Cantoria, se for pop, eu não ligo, mas essa é muito difícil de se ver por aí, infelizmente… Obrigado pela audiência!

  2. Março 4, 2009 às 9:30 pm

    Ola , Igor. Tudo certo?!
    Olha só, nasci em 76 tambem hehehehehehe….
    Mas, muito legal o texto..Mas, você fez lembrar de coisas que ja tavam esquecidas da minha memoria..Eu lembro deste episodio do Snoopy( era numa discoteca)..Tico e teco, Bozo,Darkwing Duck…..Ce lembra do A Nossa turma XDDD..Caramba que saudade.
    Valeu mesmo Igor. abração

    > Graaaande Anderson! Obrigado pela audiência! Rrrapaz, mais um…

  3. Maio 20, 2009 às 3:48 pm

    Visite meu recém-criado blog. Comente, opine…
    Ok?

    > Geralmente chegam um monte de blogs que não tem nada a ver. Mas esse é sobre HQs, portanto, valeu! Mesmo quando HQs são a coisa que eu menos ande fazendo ultimamente.

  4. 4 Leandro De Souza
    Julho 11, 2009 às 3:47 pm

    Os 13 episódios do Galaxy High passaram no Show do Mallandro e foram reprisados uma vez na sequência. Se não me falha a memória, a protagonista Aimee era dublada pela Miriam Ficher e o professor de Ciências era dublado pelo Francisco José. Nas chamadas do Show do Malandro, não anunciavam os desenhos que seriam transmitidos. ao contrário do Xou da Xuxa. Eu lembro que o título do desenho Caverna do Dragão só apareceu quando foi transmitida a terceira temporada nos anos 90. O que só teve dois episódios foi o desenho Dom Coyote e Sancho Panda, mas esse tinha abertura.

  5. Outubro 15, 2009 às 4:32 pm

    I think I posted on your blog already, but…
    In case there are some fans around here, then visit this awesome Talespin site!

    > Never hurts to remember. Thanks for visiting!


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Personagens & Cia.

Os personagens que fazem, fizeram ou farão parte da nossa vida! Mais especificamente, os de alguns segmentos: Quem são eles? Como eles são feitos? Quem os faz? Como eu, assim, de repente, poderia fazê-los também?... Esta e outras questões que a Internet, UseNet e CotoNet não respondem tentarão ser respondidas aqui!

Comentários, sobretudo de profissionais do ramo ou fãs do gênero são bem-vindos.
Aproveite para dar uma passada nos dois sites dos nossos personagens próprios, com as turmas da Rosalyn e do Zicky Zira.

E se você faz HQs ou pretende entrar no mercado de desenhos animados nacionais, e tem fotolog, Deviantart, site, qualquer coisa, mande o seu link pra gente, que vamos divulgar o link. Meus concorrentes estão lá fora, no Brasil é nóis na fita, mano!

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No tempo em que Dondon jogava no Andaraí (no tempo…)

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Todas as marcas (TMs) citadas são de propriedade de seus respectivos proprietários. O que passar disso é procurar pêlo em ovo, para o qual sugiro ir pescar, traçar uma caixa de bombons ou procurar uma namorada.