
Rosalyn e Patsie, personagens de Igor C. Barros. Eu sei, há bem melhores por aí, mas foi o que se pôde arranjar...
Nas minhas andanças por este Webão véio sem portêra, descobri por um acaso a curiosa história de um quadrinista, chamado Emir Ribeiro, na estrada há muitos anos, que criou uma personagem muito curiosa: Velta, uma loira de 2 metros de altura, alter-ego de Kátia Maria Lins. Esta pode ser considerada, em todos os sentidos, a maior heroína do Brasil, é publicada ininterruptamente desde 1973, quando Chaves ainda não tinha histórias gravadas duas vezes e eu tinha -4 anos. Ah, e haviam os Secos e Molhados…
Eu, nas minhas HQs, também criei algumas personagens exóticas, à minha maneira, mas exóticas, como Patsie, criada em 1995, uma personal trainer que tem 2 metros de altura desde 1998, e desde um pouco depois, passou a ser a mais velha personagem da turma (45 anos), mas a que melhor está fisicamente.
Achei interessante que alguém tivesse uma idéia tão, digamos, ousada, para uma personagem. E eu por enquanto só falei do visual – Velta às vezes phaz as suas missões… pra ganhar uma graninha. Entre várias outras coisas.
Aí, links vão, links vêm, e eis que eu descubro um texto no mínimo, surpreendente a respeito de histórias em quadrinhos no Brasil. E olha que de textos surpreendentes eu manjo, vocês sabem…
A VINGANÇA DOS DaCOSTA¹
O pessoal do site CQB, Central de Quadrinhos Brasileiros, afirma que muitas das criações de quadrinhos vindas dos EUA foram plagiadas de coisas feitas aqui no Brasil. Desde infra-estrutura, como o formato de papel conhecido como ‘formato americano’, até os próprios personagens em si. Na verdade, parece que a primeira HQ brasileira teria surgido antes de The Yellow Kid!…
[Veja aqui uma lista concisa de personagens brasileiros que teriam sido plagiados no exterior. E tem gente grande!]
Há outras denúncias muito graves, como de que gibis de super-heróis brasileiros estariam sendo, digamos assim, preteridos nas bancas.
E defendem, inclusive, um boicote à HQs estrangeiras, para o fortalecimento da indústria cultural nacional de HQs (as estrangeiras teriam que chegar aqui sendo importadas, portanto com o preço correspondente à isso, ou seja, dá-lhe bancas de jornal da Avenida Paulista) e, por extensão, até mesmo de animação. Para eles, o Brasil deveria ter, no mínimo, mais DOIS estúdios de quadrinhos do mesmo tamanho da MSP, só pra começo de conversa. (Será que um deles, quem sabe, poderia ser a Salt Cover?… rere)
Descobri essa história no link de outro blog que simplesmente detonava eles, como se fosse um mito dos Caçadores de Mitos.
No qual eu discordo um pouco do CQB (se eles conhecessem a turma da Rosalyn eles me reduziriam à cinzas com os raios de Raio Negro) e concordo com eles em outros trocentos aspectos. Essa própria história dos personagens que são plagiados não deixa de ser extremamente interessante, até mesmo para inspirar obras de ficção. Nas minhas próprias HQs, eu mesmo satirizo episódios reais, como a luta pela audiência de emissoras de televisão, e alguns outros, ainda que de forma muito sutil, e o início, com o meu personagem Ragazzo Pierne, lembrava um pouco isso. Em breve vocês vão conhecer um pouco de como eram as minhas HQs antes de nascer a Rosalyn.
Muito embora às vezes eu pense o contrário. Por exemplo, em equação de próprio punho: Mônica é a filha do Maurício (Mônica Spada e Sousa), mas poderia ser muito bem um composto de Nancy (HQ a ser identificada), Lucy (do Snoopy) e Dagwood Bumstead… Sei lá. Ou então eu sou mais criativo do que eu pensava.
E, engraçado, alô CQB, temos alguns inimigos em comum, hein?…
Este texto está em construção! Em breve, tem mais. E em prova de apreço á essa turma bem maior que a da Mônica – ainda que eles não me apreçem, se existir essa palavra – os links do pessoal que eu for descobrindo serão divulgados aqui, e com o tempo, nos meus sites fixos como o Portal Tinha que ser o Chaves, que tem uma divisão para os meus personagens.
Se você é ou conhece alguém que está ralando para fazer HQs brasileiras ou desenhos animados brasileiros – daqueles muito mais brasileiros que os meus, mande o seu link pra gente, mesmo se você não concorda com o meu trabalho. HQs brasileiras, SIM!
Comente este post ou escreva para igorcbarroscartoons(a)hotmail.com .
SERVIÇO
http://geocities.com/quadrinhos_cqb (Só uma coisa: vocês mereciam uma hospedagem melhor! Sugiro a 50Webs.)
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¹ DaCosta foi o sobrenome padrão em praticamente todos os personagens brasileiros de HQs Marvel/DC. Essa grafia, sem espaçamento, é a de sobrenomes hispânicos, não luso-brasileiros. Não sei se algo mudou com a chegada ao poder de Lula, chamado pelos jornais dos EUA de “Mr. Da Silva”.
EDIT: A atividade do site mencionado neste texto parou em 2007, e a Geocities vai encerrar suas atividades dia 26 de outubro de 2009. Estou “TENTANDO” salvar alguma coisa em hard disk daqueles textos, mesmo porquê o site não tem substituto em lugar nenhum. Após o encerramento das atividades da Geocities, é provável que este blog, mesmo, passe a reproduzir aquelas constatações que eu só via lá, como quem teria copiado quem, etc. Não vai ser nada tão completo, mas, tentaremos alguma coisa. E olha que HQ de super-herói não é a minha praia. Imagina se fosse.
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