[*canta-se com a música de na-na hey hey] E chega aos 75 anos Donald Fountleroy Duck, vulgo Pato Donald. Pois é, a vida começa aos 40 do segundo tempo, rerere…Um dos maiores coadjuvantes criados dentro da empresa Disney, conhecido por sua roupa de marinheiro e por aquela voz com gosto de cabo de guarda-chuva, que não sabe se está indo ou voltando, enfim, aquilo lá… (Aliás, alô, Zé Carioca, se for convidar o Dodô para uma feijoada, cuidado com a farofa!)
Um cara nervoso e irritadiço, com um subemprego (e o salário, ó!), que engole cada sapo que eu vou te contar, tem que cuidar de crianças que não são suas, atura dois primos que parecem cunhados, nem sempre passa bons bocados com a namorada, etc, etc.
Apesar de tudo isto, Donald não fica só nessa toada, não! Hà quem não se identifique com o Donald nessa situação, mas calma: existem, assim, muito de vez em quando, momentos onde está por cima da carne seca: quando ele é il Superpato!! (acho que só eu me lembrei dessa, entre todas as matérias sobre o tema) Mesmo que o SP use como automóvel a véia caranga 1313 de sempre. A propósito, esse número não tem bem assim um significiado de azar para a Disney, já que o número da rua onde fica a Disneyland em Anaheim é 1313, é que M é a décima terceira letra do alfabeto, para assim designar “Mickey Mouse”.
Criado dentro da empresa Disney? Si señor, ele foi criado por Carl Barks, assim como praticamente todos os personagens de seu núcleo!
Atualmente, em uma jogada de marketing meio esquisita, mas que deu muito certo, e (provavelmente) em agradecimento a Capcom, que sempre fez bons games em 8 e 16 bits da Disney, ele faz parte do RPG Kingdom Hearts, uma espécie de versão Disney do Zorra Total de 10 anos atrás…
Apareceu pela primeira vez como coadjuvante total em 1934, em A Galinha Sábia. Ao lado de um certo Pete Pig, que provavelmente, dedesiludido da vida, adquiriu popo-problemas de fala e mudou de empresa, sei lá….
Donald voltaria a aparecer em um desenho onde Mickey rege uma orquestra – a Globo reprisou isso mais do que Chaves – e a partir de 1937, em sua própria série, aêêê!
A maior curiosidade a respeito de Donald é que “pato” é uma classificação meio genérica demais para ele. Donald seria um marreco-de-Bruxelas. A Wikipédia, que falava detalhadamente sobre esse assunto, resolveu me zoar hoje e apagou os artigos, mas “pato” são aqueles amarelos, ou pretos como o Patolino. É a mesma história do limão taiti, aquele da caipirinha, que não corresponde exatamente ao lemon dos americanos (limão siciliano).
Tá, esta não é a maior curiosidade. A maior é que o dublador original do personagem, Clarence Nash, já dublou o Pato Donald EM PORTUGUÊS !!! Em alguns curtas e principalmente em longas como Saludos Amigos e Você Jà foi à Bahia?. Mas o Donald fica meio duro de se entender.
Nash era um cara que imitava animais, e pelo pouco que eu me lembro de uma revista da editora Abril, certa vez ele fez um “carneiro falante” que encantou Walt Disney… mas para ser a voz de um pato, este, em epígrafe.
Além do original, Donald teve…tsgrila, quatro dubladores? Márcio Gianullo (em dublagens paulistas, mais antigas), Cláudio Galvan (em produções cariocas, atualmente é o oficial do personagem, Gianullo é mais produtor musical hoje em dia), e dois que já passaram pelo personagem foram Garcia Jr. (conhecido por vozes bem diferentes dessa…) e Marco Antônio Costa (o Pica-Pau moderno, dubla PD em Duck Tales, na versão mais rouca de todas). Na verdade isso não me responde uma coisa, quem dublava PD naquelas dublagens que subia um BGM de piano, que não tinha nada a ver, junto com as vozes em português, essas são da Herbert Richers e apesar da excelente qualidade de áudio, são do tempo do onça.
Os dubladores originais do tigre Tony (Thurl Ravenscroft) e Topo Gigio (Ricardo Marzullo) também já se arriscaram em português, mas com resultados bem melhores, sobretudo este último.
E quem provavelmente está em festa é o Grupo Abril. Afinal de contas, se para Walt, tudo começou com um rato, para Victor Civita, tudo começou com um pato (nenhum jornalista teve essa idéia até hoje, fala sério…). Pato Donald foi a primeira revista da Editora Abril, e… está aí até hoje, ano que vem completará, quem diria, 60 anos em circulação! Mas há muito tempo, toda essa turma aí foi alvejada por coelhos de pelúcia azuis e já não são páreo para a Turma da Mônica, pelo menos na mídia quadrinhos.
Não, ainda não acabou o post.
O sonho que mais me incomodou em toda a minha vida foi com o Pato Donald. Eu estava vendo um desenho animado dele, onde ele estava de roupa de marinheiro preta, e, sei lá por quê, enfiava uma pena de nanquim no olho, e como esta estava entintada, surgia uma “segunda pupila” que Donald tentava controlar com a primeira, no maior estilo Pong, e ele tentava resolver a situação temerosamente, como se tivesse feito uma grande besteira (não, imagina, Donard…) Acordei assustado e querendo exonerar o meu cérebro por ter inventado uma coisa ridícula dessas.
Ainda tá a venda as revistinhas do Pato Donald ? Caraca!!!
É um pato inesquecível mesmo!!!
Nossa, que sonho maluco esse que você teve!!! o Donald gótico =p
Abraços
Bianka
;D
Me lembro de histórias. Também li hqs da Disney, quando criança. E assisti Ducktales, que até voltou a passar na…GLOBO!