Depois do caso Loonatics, já coberto por este blog, mais um acontecimento acontece com os Looney Tunes. Mas desta vez não é caso de revolta, é caso de WTF mesmo, é caso de “onde é que este mundo vai parar, meu Deus do céu”?! É praticamente um, como diria, we are the world.
Ontem eu phinalmente realizei um sonho esquisito meu e comprei um caderno do Taz, personagem do qual tornei-me fã nos anos 90 gracças á saudosa griffe Side Play – muito embora o Taz do desenho animado Taz-Mania pareça até outro personagem, não é “aquele” que contracenava com Pernalonga, sei lá. Por curtir este personagem, incluí alguns detalhes em meus próprios personagens que remetem á este. Alçado no final dos anos 80 a “número 2″ dos Looney Tunes, talvez pra dar uma variada na turma, hoje Taz é um “número 3″ – MESMO, é o que diz uma pesquisa do site oficial, no qual Taz só fica atrás de Piu-Piu e, disparado na frente, o velho Perna. Vamos aos patos, digo, aos fatos.
Os Looney Tunes estão mudando de visual, aos poucos. O visual novo é retrô e lembra os desenhos mais antigos, mas com um toque moderno, onde as linhas pretas passam a ser coloridas. Tá ficando legalzin, mas eu ainda vou sentir saudade do visual adotado nos anos 90.
Tive uma surpresa agradábile: na contracapa do caderno (da Foroni) era dado um site com toda a pinta de ser o oficial dos Looney Tunes no Brasil. Quase: o endereço redireciona para o site oficial deles, lá nos EUA. Mas, beleza, que é oficial, é. Aí eu vou nesse belissimo site e… o que eu vejo:
- Em um dos games em Flash do site, Piu-Piu foge de Frajola e de Tom. (“Se você disser que eu desafino, amor…” o quê, não é esse?)
- Em outro game, Pernalonga e Coyote disputam karatê ao lado de Hong Kong Fu, personagem que eu julgava “enterrado”. Coyote contracenava de vez em nunca com Pernalonga, mas nessas ocasiões ele… falava.
- Em outro game educativo, que versa sobre hábitos alimentares, estão três comilões da pesada: Scooby-Doo, Zé Colmeia e Jerry – não o Seinfeld, nem o Lewis, o que chegou antes dos dois. Acho que eles talvez só tenham se encontrado em Ho-Ho-Límpicos, sendo que Jerry não aparecia nesses programas… Acho que o Scooby só não participa mais dos LT porquê os cães de lá não colaboram, como aquele que vive brigando com o Frangolino, que nem nome tem (fora aquele outro, que o que tem de simpático, tem de chato). Outro detalhe é que por enquanto apenas os furries estão se encontrando, Eufrazino ainda não deu tiro de sar nas nárdega do Salsicha, por exemplo.
Cacetada, eu estou vendo, aqui, na outra aba do meu chapéu, digo, do meu Firefox, um espetáculo dos mais inesperados da minha vida. Um crossoverzão na maior cara-de-pau… embora desta vez esta seja envernizada e tradada contra cupins.
Eu sabia que a Hanna-Barbera enquanto empresa de verdade, deixou de existir por volta de 1995/96, sendo adquirida por outra empresa,e que essa empresa foi comprada pela Warner. A compra foi criticada justamente por conta disso, afinal não existe CADE para desenhos animados nos Estados Unidos. O que eu não imaginava é que agora, eles estão rruntando los trapillos, como diria o Ligeirinho.
E olha que, na minha opinião, há um grande degrau entre uns e outros. Os Looney Tunes foram criados nos primórdios da animação – ou nem tanto, para o mais antigo deles entrar em domínio público vai demorar, ainda, mas eles são experientes, já os personagens da Hanna Barbearia foram criados muitos anos depois, em escala industrial, usando técnicas mandrakes de animação parcial – mais ou menos como a pseudo-animção de hoje, de séries como Chaotic e pseudo-séries como Zicky Zira. E ás vezes eram criados às pencas, ou até baseados uns nos outros – vide o par Flintstones e Jetsons, que gerou discussões dentro da própria empresa. Não eram criações geniais como os Looney Tunes, nascidos com um certo intervalo entre um e outro (parece que eles tem até “data de nascimento” conhecida, preciso pesquisar por aí, mas isso já apareceu no canal Warner Channel quando ele ainda não era o canal do Friends.)
Muito embora ambos sejam igualmente comerciais, no final das contas, com centenas de licenciamentos. E era este o branco dos olhos que até então unia Looney Tunes e os personagens da Hanna-Barbera. Mas agora eles andam mais unidos do que os Estados onde pisam. Te cuida, Mickey Mouse.
Um crossover de características não tão absurdas assim foi mostrado na exposição Maurício de Sousa Impublicado, que era a produção de revistas dos Muppet Babies pelos estúdios Maurício de Sousa. Vi duas páginas de perto, em 1996, na Escola Panamericana de Arte, e era muito estranho ver aquelas letras (Carlos Kina?) e aqueles traços (Aluir Amâncio?) à serviço de personagens totalmente diferentes e avessos à cultura brasileira… E cante com a gente: We are the world, we are the children… ou na versão Iarnuou mesmo.
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