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Mai
09

É uma pena, mas “este libro non ecsíste”

Não sei se isto é comum na blogosfera, mas eu costumo às vezes compartilhar os sonhos qeue tenho. Ás vezes el caramba, porquê isso acontece raramente à ponto de eu me lembrar. Aliás, acontece raramente porquê ando dormindo mal. Mas, graças ao modo hibernação do computador, consegui escrever isso aqui.

Primeiro, meu irmão (alguém que nunca aparece nessas situações oníricas) e eu estávamos em um lugar meio estranho, era como um supermercado só que só com prateleiras vazias, tinha uma pequena multidão indiferente à nós, e estávamos sendo importunados por uma criança da altura do meu joelho, que andava de forma muito estranha e ficava de olho no dinheiro que o meu irmão trazia. Uma espécie de versão infantil e esmolè de Smiggle – aquele personagem pheioso com tantos fãs por aí.  Eu dizia: “Sai pra lá, Mogli”, com um bom humor que normalmente eu não teria em uma situação dessas. Na verdade, o dinheiro em questão era um punhado de moedas, mas eu estava radiante porquê com elas eu poderia pegar ônibus. Dinheiro trocado não é prerrogativa minha em casa.
Corta. Meu irmão some. Não vi ônibus nenhum, mas devo ter embarcado para um shopping center, inexistente mas muito bonito, no qual me chamam atenção cartazes reproduzindo a capa de um livro
Ainda quero me libertar do estigma de ler livros por ser obrigado à fazê-lo. Comprar livros, na minha vida, porquê eu quis, eu devo ter comprado uns três – e um deles era um improvável dicionário de japonês da editora Massao Ohno, que pelo menos se revelou útil para o meu irmão aprender hiragana e katakana, algo que ele precisa saber mais ou menos quando escreve suas matérias sobre games. (Aliás, taí uma bela sugestão de nome para uma dupla sertaneja universitária versão otaku, mas voltemos ao sonho.)

O livro era sobre Jon Talbain – ou Gallon, no Japão. O subtítulo, escrito exatamente assim: “A vida e histórias do ‘furry’ mais correto e culto do mundo”. Não me lembro das palavras exatas, mas, a rigor, esse título não pertenceria possivelmente à Fera, de X-Men? E nunca vi, na vida real, o termo furry sendo usado tão respeitosamente. Bem 10, prossigamos.
O livro, de mais ou menos 300 páginas, faria parte de uma série, mas não vi outros personagens de Darkstalkers ao redor, a não ser em um gigantesco artbook.
Entrei em uma livraria (que não parece fazer parte do ambiente anterior, sei lá), e apesar de haver uma multidão, sou empurrado e dou de cara exatamente com esse livro. E folheio tudo. Dentro, um verdadeiro dossiê sobre o personagem, a série e até mesmo uma improvável tabela de exibição de horários do desenho animado em diversas emissoras – na vida real, Darkstalkers – um desenho americano, a propósito – passou quase despercebido na Record por volta de 1997. Tudo muito bem escrito e muito bem feito. Pensando agora, seria como aqueles dois livros escritos sobre Chaves, mas muito maior e mais específico, só que a respeito de personagens muito menos conhecidos e queridos.

Aí me vem uma garota, uma jovem (aliás, muito parecida com a Jen Seng, de óculos e tudo…) que me diz, de uma forma muito estranha para uma suposta vendedora de livraria: “Gostou? É 200 reais!”. Dependendo do contexto, essa frase pode soar ofensiva…
E caí com a cara no chão. Meu saldo era de apenas um pouco mais que isso – eu estava pensando em comprar, mesmo, a baghassa. Então, o OUTRO livro que estava no chão da livraria, com mais de 1000 páginas, e que parecia ser um artbook da série, nem pensar…

E acordei. É engraçado que isso tenha acontecido com personagens que fizeram parte da minha vida, mas “lá atrás”, nos anos 90. Não sei porquê eles voltaram, assim de repente… E ainda mais com um coadjuvante… porquê pesquisando sobre o assunto na vida real, em número de imagens, Morrigan ganha de goleada de J. Talbain e Felicia, acreditem, se quiser. E Lei Lei (uma garota de pele roxa e… escavadeiras nas mãos, sei lá) também não fica atrás. O nome desta última, sim,  me dá arrepios… E ao contrário dos livros, informações mais detalhadas são pífias.Ainda sonho em fazer um mega-tabelão com o nome das pessoas físicas que criaram personagens que pertencem à corporações.

Talvez eu ainda não tenha dito: é por causa dos Darkstalkers que os meus personagens tem mãos e pés maiores do que o convencional – e ainda assim, isso foi apenas uma impressão errada que eu tive a respeito de alguns dos personagens, os personagens a rigor não são assim, mas isso acabou resultando em algo original. E vamos sonhando…


1 Resposta para “É uma pena, mas “este libro non ecsíste””


  1. 1 Icarix Ace
    Junho 7, 2009 às 1:08 am

    Bom, como há boatos dando conta de que o próximo jogo de luta ‘ressuscitado’ pela Capcom – depois de Street Fighter IV – será Darkstalkers (espero!), então a ‘propaganda paralela’ não parece muito fora de foco!


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