04
Nov
09

Cremogema com novas embalagens… influências curiosas

Este blog é um dos que eu mais gosto de fazer, mesmo sendo o segundo menos acessado. Mas às vezes me dá a impressão de que tem gente “do ramo” nos acompanhando!
O Cremogema estreou embalagens novas, com personagens bem melhores do que os que estavam até então (bom, menos o ingrato coelho cor-de-rosa do sexo masculino, que não me desce de jeito nenhum), indo meio na contramão de outras empresas – no Snow Flakes, o urso não aparece mais nem na lateral, é uma vergonha…  Embora eu mesmo nunca o tenha consumido, Cremogema é um produto tradicional, que os mais velhos e até a geração anos 80 conhecem seus jingles. Só faltava ele estar na Internet, porquê cremogema.com.br está caindo no site global da Unilever, em inglês. Essa marca está associada a tradicional Maizena.

Eu vi essas embalagens e, caramba, noto uma  incrível influência da Jen Seng naqueles personagens, principalmente nas mãos. E não sei até se nós temos alguma coisa a ver com isso (ela é incrivelmente e injustamente desconhecida Internet afora, e eu talvez seja quem mais fale dela em português.).
O chato de toda esta história é que tudo isso, assim como o Penadinho, do post abaixo, não está na Internet. E eu não ando muito a fim de correr atrás de imagens outra vez agora… e sim, abordar outro assunto muito mais interessante que vem aí, a turma do Prezzemolo, que é um caso (ou um case, como dizem os publicitários) muito curioso: um personagem que mudou de cara em 1993, mas só teve 1 ano de desenho animado em 2002, mesmo sendo um patcha de um personagem.

24
Out
09

Penadinho assusta. Positivamente

O site monica.com.br deu pra colocar HQs do tempo do onça, sendo que eu queria mesmo conhecer personagens como Lucca da Roda, António Alfacinha (aquele que não cospe nos Jerónimos), Tikara (vulgo Everest Video, rerere) e outros em ação (Dorinha, a garota Nintendo, digo… já apareceu em uma HQ). Estes não aparecem nem nas listagens de personagens do site.
Uma vez que há esse esquema de jogar HQs no site todo dia, não há scanlators da TdM por aí já que eles não são necessários. (Tá, seriam pra mostrar coisas absurdas ou muito antigas, mas isso dá pra achar no próprio site oficial.)
Então, passei a comprar el gibi de la Muênica (pessoal de Hollywood, podem tirar o cavalinho da chuva, vocês não fazem HQs!!!), em um esquema muito chato, fora de bancas de jornal, que distribui encalhes de uns 6 meses atrás (não quero jornaleiro rindo da minha cara, e, possivelmente, esse é o preço que se paga).

Geléia, Gasparzinho, pessoal do Charles Dickens, cês se pherraramRapeize, e notei que João Bobo, digo, Penadinho passou por uma meio que cirurgia plástica em maio deste ano. Antes um pouco mais blasê, ele de repente virou uma espécie de Sonic misturado com Mickey Mouse. Sei lá, ficou carismático pra caramba. Na verdade, acho que eu nunca vi um personagem brasileiro, ainda mais de Maurício de Sousa, assim. (Será que o Penadinho é italiano e a gente não sabe? Rerere). Gasparzinho já era, is history now.
Cuidado, Caça-Fantasmas! Antes que vocês virem fãs deleE tudo isso sendo que esse nunca foi o meu núcleo favorito da Turma, muito pelo contrário, é por percalços como esses que eu não quero trabalhar na MSP (se assim não fosse, quem sabe eu tava lá com eles).

O curioso é que no mês anterior, o personagem estava lá como sempre havia sido, e de repente, houve essa explosão de criatividade. Enphim, quem diria que esse atarracado dephunto (e parente distante das Tartarugas Ninja) ééé, ééé, é do BrasilllL!… E faz tempo. Como eu prometi, aí estáá, aííí. As imagens parecem ‘podres’ porquê estão reduzidas, clique nelas para o tamanho original.

E no post abaixo, conheça o incrível, maravilhoso e desconhecido mundo dos parques temáticos italianos! Aliás, buena suerte ao Parque da Mônica, que vai seguindo sua vida até aos 45 do segundo tempo antes de se juntar à essa galera aí.

Em breve: Danoninho é a mãe! Conheça melhor Prezzemolo e sua turma.

22
Out
09

Dossiê Otto, Mike e Mirabilandia: Alone again, naturally, parte 2

Veja hoje, no Gordo RepórterTerminando o assunto Otto & Mike. Mascotes do parque temático italiano Mirabilandia, da cidade de Ravena, eles são o que são graças a uma mega-reformulação em seu visual, ocorrida em 2001.
O primeiro mascote do parque, em 1992, era Mirabilly, um sol, ou um extraterrestre… sei lá, meio esquisito (sol azul e vermelho?!), que até Snap, Crackle e Pop deixavam ele com hematomas.
Uma curiosidade é que um dos investidores iniciais do parque era a Fininvest, empresa de Silvio Berlusconi. Esse parque é o maior e mais bem-sucedido da Itália. Atualmente, porquê em 92, a situação não era das melhores.
Apesar de o apresentador mais popular da Itália, Fiorello, fazer comerciais do parque na TV, cada vez menos pessoas o visitavam. E no final de 1996, ameaçado de falência, o parque muda de proprietários, passa a ser um grupo alemão, e o mascote passa a ser o marreco Mike, que, como curiosidade, tinha braços de cor diferente, parecendo algum Homo Sapiens usando uma máscara, um detalhe extremamente inquietante para um personagem que se mostra tão popular.
Por volta de 1999, surge o coelho Otto , com uma proposta inovadora, usando roupas da moda e brinco na orelha, digamos, fazendo outros coelhos que tem por aí parecerem ‘velhinhos’… Ainda assim, eles eram meio esquisitões (é que vocês não conhecem a Rosalyn dessa época…), até que em 2001 o visual deles foi reformulado, dando um mega de um gás nos personagens, e foi assim que nós os conhecemos aqui pela primeira vez.
Veja mais neste site italiano, de um fã do parque, com bastante destaque para os personagens antes de 2001, quando eles eram, como direi, bem matsumoto (embora eles, na “versão maia”, estejam impagáveis, procure por “lato Katun” na página.) Nesta outra página, a evolução dos logotipos do parque. (Só uma coisa: vai rápido, porquê esse site está extremamente caidaço, boa parte das demais seções está em branco, o site parou em 2003.)
Esse site especula que Otto e Mike ganhariam namoradas, algo que parece não ter acontecido ainda.
A escolha do tipo dos personagens não foi por acaso, há muitos marrecos e lebres (sei lá, esses coelhos não-albinos) na região.

Há outros personagens nessa turma, com pouca informação sobre eles, e zero sobre seus criadores – queria saber, aphinal de contas, quem é esse “Walt Disney italiano” (parece que os alemães donos do parque não tem muito a ver com essa parte).
Tudo o que sabemos é o seguinte: Além de Otto e Mike, também existem Arturo, o Canguru (o coadjuvante mais frequente, é atrapalhado e distraído, é um dos personagens favoritos do público), Camilo, o Crocodilo (em tons de magenta e se veste de pirata – então esse aí não pode pisar em território francês), Lele (um elefante cor-de-rosa todo de roupa, e eu não bebi nada ainda…), Scuola de Polizia (não sei o que é, parece o Don Karnage do Tale Spin, e convenhamos, esse com certeza não é o nome do personagem.) e os dois personagens mais ingratos, a Casa Matta, que é uma… casa (!), e o Trenzinho do Amor, uma locomotiva… Além da cadela são bernardo Fanny, que “aparece tanto” quanto o Ben 10 nas chamadas do SBT (repara só). Pelo menos valeu pela ousadia de apostar nessa raça raçuda de cães. E, rapaz, com tudo isso, chego a conclusão de que Foxy só pode ser una personaggi brazucca.
Aqui, raras e pequenas imagens das fantasias live-action de Mike e  Arturo.
Para algumas outras imagens, clique aqui e veja Incontro con le Mascotte. E phinalmente encontramos Fanny na loja on-line do Mirabilandia.

Uma novidade é que esses personagens acabam de virar desenhos animados, por enquanto, curtíssimos, em um DVD (podia até ser desenho animado brasileiro, desenho de 2 minutos e meio é com a gente mesmo). Em um dos episódios eles parecem paquerar uma certa Carolina , provavelmente uma collie. Pelo trailer disponível na loja on-line, vejo que é um projeto simples, que lembra mais o Xuxa Só para Baixinhos do que uma ’sééérie’, mesmo, com uma animação bem mais-ou-menos.

Enfim, é quase uma versão de verdade daquele mundo desconhecido do parque de diversões de Um Tira da Pesada III. E, ao contrário de Disneyworld, aqui a realidade não fica tão alijada assim de las diversiones.
O parque promete para 2010 a venda de bilhetes via Internet e seu primeiro hotel próprio. É um empreendimento em crescimento e que vem fazendo cada vez mais sucesso, inclusive no exterior – e daí que aconteceu de eles autorizarem o uso do nome e dos personagens no “nosso” Mirabilandia de Pernambuco, que ao contrário do italiano é um carnival, em comum com o original só tem il bianco delle occhi (e não tem sequer os coadjuvantes).
Pra completar, o rival mais próximo, Gardaland, tem alguns problemas de planejamento que fazem esse outro parque não ser tão bom assim.
Ah, Gardaland tem uma pequena bomba para vocês. Sabe o Danoninho? Olha essa página aqui e me diz o que vocês acham…

E como dizia Fernando Vanucci, “Ê, Itália…” E nós aqui, sozinhos…
(Pra quem não acompanhou a história, Otto e Mike foram adotados por uma empresa brasileira do mesmo setor, e pensávamos que estes seriam personagens brasileiros. Pelo visto, há apenas uma personagem brasileira nessa história. Isto é, se Foxy não for criação do pessoal de Gardaland ou algo assim.) Agradezzimenti al Firefox, que travou e quase jogou este post no lixo!

19
Out
09

Parabéns, Alumbra!

Por quê? Por apostar no talento dos desenhistas que faziam a publicidade infantil, antes que esta desapareça por completo. As embalagens dos produtos Alumbra são apresentadas por diversos personagens. Não, não são furries.  Mas valeu. É menos um desenhista profissional pedindo esmolas só por causa de alguns nutrichatos de Brasília.
Serviço: http://www.alumbra.com.br/

02
Out
09

O Brasil perde (peraí, mas não ganhou?) Ivan Saidenberg

Bem, neste caso é mais "Gente que Phez"...Eu não entendo muito bem desse assunto em particular (sacanárre, deveria entender, mas manjo mais da parte Maurício de Sousa da história), escrevo o que dizem os blogs  por aí. Faleceu dia 1º Ivan Saidenberg, o “Said”.
Ele foi um dos mais prolíficos roteiristas das HQs brasileiras da Disney, made in Editora Abril, lembra? Bons tempos aqueles… E usou de forma muito original os personagens da empresa, incluindo alguns considerados obscuros (o mais obscuro que eu conheço, Pascoal, um mini-professor Pardal, que eu vi UMA VEZ, e foi na Enciclopédia do Escoteiro Mirim, tá lá, na lista do Inducks.)
Segundo o projeto supracitado, estão contabilizados “apenas” 933 roteiros escritos por ele dos anos 70 até 1985. Muitas das HQs escritas por ele foram republicadas em outros países, principalmente a Itália.
A título de comparação, é provável que Chaves (desde 1972 até 1992) não tivesse chegado a essa marca em número de episódios, incluindo as regravações, que chegaram na casa de 7 ou 8 versões quando o programa Chespirito terminou em 1995.
Com informações do Animation Animagic e INDUCKS. Isso, no dia em que o Brasil comemora o fato de que vai sediar Copa do Mundo de futebol e Jogos Olímpicos.

23
Set
09

Fursuits: muito além da Disneyworld

“Deixa rolar que vai, deixa rolar que vem
Fantasia na cabeça todo mundo tem”
(Beto Barbosa, o profeta)

Sabe aqueles personagens fantasiados da Disney? Que passam algumas horas no calor, passando alguns apertos para deixar criancas físicas e crianças mentais phelizes?…
Acredite, há quem deseje a vida um tanto penosa que eles levam. Mas com um motivo diferente: o de encarnar seus alter-egos furries. Não é exatamente o meu caso, mas eu acho deveras interessante. São os fursuitters. Uma bela matéria pra qualquer programa dominical, inclusive o Pânico na TV (agora que eles vão ter uma equipe fixa nos Estados Unidos…) acho que o Fantástico já cobriu uma convenção dessas, em 1995.
Fursuit é como eles chamam as roupas que representam furries – aquela galera que não tem penas, manja?… Há também o termo scalesuit, para dragões e dinossauros. A DIFERENÇA é que, enquanto o funcionário do parque dá umas de ator, o fursuit é, digamos, como se fosse ele próprio, portanto a Turma da Rosalyn e eu, caso venha a vestir algum de meus próprios personagens, não serão o caso.

Essa subdivisão da arte do cosplay – embora, na maioria absoluta dos casos aborde o cosplay original – ainda tem poucos adeptos no Brasil. Digamos que dê para contar nos dedos da mão do presidente, e isso se ele fosse um desenho animado!  Em recentes discussões em fóruns especializados, o pessoal alega os altos custos e o calor como impeditivos do desenvolvimento mais forte de fursuits no Brasil. E sequer se considera o fursuit parcial (apenas cabeça, mãos e pés, sendo o resto roupas convencionais). E, sinceridad, às vezes uma lágrima tem vontade de escorrer pelos olhos – os meus, que não são de plástico – quando eu vejo o grau de desenvolvimento à que isso vem chegando no resto do mundo.

Nos EUA, criou-se uma grande infra-estrutura, mais forte do que a que atende cosplayers aqui no Brasil. Aqui, há oficinas especializadas em cosplays, como a Dona Tereza Atelier. Mas, nas minhas andanças por essa Internet véia sem portêra (e que Deus a mantenha assim), eu achei pelo menos 3 empresas, de porte pequeno a médio, que atendem fursuitters.
E COMO atendem… É de chorar. Era capaz de algum empresário maluco (como o que criou o sentai brasileiro Mega Powers)  só ir lá nos iuessêi, encomendar uns 4 ou 5 personagens e criar um programa infantil que deixaria Chucha no xinelo. Ela que, inclusive, contracenou com personagens como esses nos Estados Unidos em 1993. E o programa lá não fez sucesso. E aqui, será que faria?…

  • A Savage Turtle Studios tem um portfólio de serviços um pouco mais amplo do que apenas fantasias. Eles executam desenhos de boa qualidade de personagens que não nasceram assim (geralmente fursonas, a maioria delas não tem estilo definido, só uma descrição do tipo “eu sou um gambá roxo de listas azuis”, algo assim), além de model sheets dos personagens criados pelos clientes, que podem até usá-las para orientar outros fornecedores. Isso non ecsíste aqui no Brasil – quem sabe passe a existir depois deste post… Se você tem condições, bola pra frente, o meu negócio é a Salt Cover enquanto futura produtora de animação e vídeo.
  • Em Beastcub Creations, o cara já perdeu a conta de quantos personagens já confeccionou. É uma turma muito mais numerosa que a galera de WDW. Mas aqui o lance vai mais pro lado da fantasia surrealista. E com algumas novidades deveras-mega-interessantes (acho que é a coisa mais interessante que eu já postei em blogs): alguns personagens são quadsuits, isto é, personagens que andam de quatro, e isso é algo que pode surpreender as pessoas à nivel Chris Angel, quase um pré-infarto, digamos assim, pela desenvoltura. Por exemplo: cavalos ‘fake’ com essas fantasias podem ser MONTADOS. Unicórnios, dragões, etc… então, nem se fala. E tudo com apenas uma única pessoa na fantasia.
    O golpe de mestre são pernas de pau usadas nas mãos, que corrigem a proporcionalidade dos animais que se pretende imitar. Tá, nem tanto: cavalos parecem pôneis. Mas que funciona, funciona!
    (A propósito, pelo que conste, até agora em WDW só se tem notícia de um único personagem fantasiado que anda assim, sem suas mãos estarem disponíveis, o elefante Coronel Hathi.) Essas pernas de pau são feitas para aguentar o peso do intérprete sobre elas.
    Outra coisa bem interessante é o truque usado às vezes nos olhos, que são (aqui, entre nós…) côncavos. Resultado, em fotos, parece que eles estão sempre virados pra direção certa, é incrível! Além da iluminação não dar reflexo, dando a impressão de ser um desenho animado. Não tente copiar essa, acho que eles devem ter registrado isso de alguma forma. Portanto é o único site que eu vi até agora que bolou uma maneira para os olhos se moverem, mesmo que seja ilusão de ótica. Ah, um opcional muito interessante também é a iluminação nos olhos, com LEDs… isso praticamente não existe ainda em fantasias profissionais como as da… Disney (a menos que alguém de lá seja aficcionado por blogs e saiba português).
  • Na Mixed Candy, tocada por um casal, eles trabalham pesado, na casa deles, em períodos de 3 em 3 meses, algo assim, tendo como base “manequins de silver tape” enviados pelos usuários. Embora eu ache os personagens muito parecidos uns com os outros, esses aqui são os mais simpáticos de todo este post. Alguns personagens conseguem abrir a boca, e parece que de forma bem versátil, o padrão deles é o rosto do personagem coincidir com o rosto do intérprete (tem fantasias que o pessoal enxerga pela ‘boca’ ou pelo ‘pescoço’ do personagem).
    E quantos personagens eles fizeram, eu veria mais se eu não escrevesse estas tortas linhas as 4 da manhã… (Em breve, links mostrando destaques dessa galera).   Detalhe,<ChristianPior> atenção, ricos e excêntricos do Brasil, eles atendem encomendas do exterior!… </ChristianPior>
    Ah, até conhecida nossa está aqui, e tão bem feita quanto os desenhos que sua criadora faz! É, e o coração bate forte…

E encerramos com uma história surpreendente: a de Tani, uma leoa cinza, que por incrível que pareça, foi feita por sua própria autora, que diz não levar muito jeito pra coisa, porém até que ela se saiu muito bem , construindo uma roupa que a boca abre a partir da boca real de sua intérprete (esse método eu não conhecia…), com direito a cooler (desses de computador) na cabeça! (Fantasias profissionais tem isso, operado por mini-baterias de 12 volts – detalhe, as da Mixedcandy não tem isso). E não bastando isso, ela construiu o que eu chamo de uma personagem forte, o fursuit é muito melhor que os desenhos…

Bem, phinalizando, uns comentários de Léo Batista. Ah, que bom seria (se esse Igor C. Barros fosse pra Bahia) se os meus personagens pudessem estar entre o portfólio de alguma dessas empresas… Falta dinheiro e cara-de-pau. Quer dizer, nem tanto, é que os meus personagens são ligeiramente desproporcionais por natureza e por minha culpa mesmo. No entanto, essa desproporção, em tese, facilitaria com que suas futuras roupas tenham a proporção exata deles próprios, com eles sendo talvez apenas um pouco maiores do que seriam na “realidade”. Algo que até hoje eu nunca vi, e sei lá se eu vou viver pra ver isso, ou sequer ter tempo e dinheiro para tentar alguma coisa com isopor, plástico PETG e soprador térmico… é isso que dá ficar vendo Mitibâsters da vida.

20
Set
09

[UPDATE] Nuovi: Personaggi che già conosciamo arretatto apparire! (Ou: Alone again, naturally)

Lembra de Otto e Mike, da Parks & Games? Um coelho e um pato made in Brazil que muita gente se pergunta de que desenho americano eles vieram…  descobertos por nosso leitor Icarix Ace, se não me engano. [EDIT: Glu-glu, meu chuchú! Hááá!]
Bem, o site da empresa tá lá, um tanto borocoxô… mas não é o caso do site do Mirabilandia, o único parque de diversões fixo de Pernambuco, que tem eles como mascotes! E não é só, é o único parque de diversões do Norte/Nordeste (o cearense Beach Park, da música do Falcão, é um parque aquático) e o terceiro maior do Brasil em número de atrações.

O parque é em Olinda, cidade conhecida por uma certa sequência melódica executada em brass ensemble, que está para eles assim como o tananananãm está para o Japão (se bem que agora tem o “Eu ia lhe chamar, enquanto corria a barca…”)

Na verdade, parece até que Otto e Mike chegaram depois de tudo isso. Mas a presença deles só abrilhanta ainda mais esse empreendimento, que não é pouca coisa não, bixim.  Eu sei que você deve estar procurando mais coisa deles no site. Já o escaraphunchei: eles são brevemente citados na loja do parque e na parte de aniversários. Só podiam aparecer um pouquinho mais, né não?… E Foxy ainda é uma desconhecida por aquelas bandas.

De resto,  é isso aí, Otto & Mike… éééé… ééé….  é do Brasilllll!! E o Mirabilandia também (o engraçado é que é sem acento, mesmo). Então, estando em Olinda, e precisando de um parque de diversões, já sabe.

Em breve: Agora você tem um bom motivo para viajar ao Oriente Médio: Sega Republic. Aguardemmm…

09
Set
09

Sacanárre com o cara, bicho! Quase esquecemos!

Atenção, nossas anteninhas de vinil nos informam que um chegado nosso, nosso bróder, nosso camarada,  está fazendo aniversário, e a gente não disse nada:

PARABÉNS, NIGHTSY!!! AêÊêê…

Mas assim é fácil demais. Já já, o que realmente interessa: uma imagem, que vale por 140 caracteres, digo…

06
Set
09

Fantástico de 1979 mostra protesto de animadores tradicionais

A animação é fantástica. E em 1979 o Fantástico mostrou que animadores dos Estados Unidos – desses, que fazem desenhos animados usando tintas e tudo o mais – estavam em greve devido a uma suposta fuga de empregos para a Austrália, Formosa e Coreia do Sul.
Engraçado que essa situação andou mudando um pouco, e só a Coreia do Sul ainda é lembrada como polo produtor de animacao (ops, animação ainda tem acento).
Naquela época, o grosso da animação mêide in iuessêi ainda era feito lá mesmo (empresas como a Filmation ainda estavam na ativa – essa, que eu saiba, nunca encomendou animação no exterior).
Mal sabiam eles que uns 4, 5 anos depois, séries inteiras já seriam animadas nas Filipinas e no Japão, sendo que a TMS (Tokyo Movie Shinsa, que está no mercado até hoje – e mandou apagar vídeos no YT em 2007, dammit!) foi a única que realmente foi além disso – como temiam os grevistas de 1979 – e idealizou séries para o mercado ocidental, como Mighty Orbots e Galaxy High. Séries ótimas, por sinal (estou mal informado se houve mais alguma série própria, logo depois eles passariam a animar séries da Disney e posteriormente da parceria Warner/ Amblin Entertainment). E ouvi dizer que algumas séries chegaram a ter até o roteiro feito por filipinos, mas porque eles eram muito bons, mesmo…

Mãns, nos anos 90, o Japão e depois as Filipinas foram caindo de moda (leia-se ficando mais caros) e sendo trocados por outros países, e atualmente a China também está no páreo – não sei se exatamente Taiwan, como dito na matéria do Fantástico. Acho que muito possivelmente a China continental, mesmo. Já a Austrália eu não conheço séries feitas por lá, mas a Disney tinha – TINHA, não tem mais – um núcleo muito bom de animadores na terra da fauna que mais inspira personagens de desenho em todo o mundo.

E a Coreia do Sul agradece. Eu só estranho como é que não existem mais desenhos animados evangélicos por aí, porquê uma informação que eu sempre ouço é que, apesar dos adeptos do Reverendo Moon, que lotam estádios por lá (e estádio, de 2002 em diante, é o que não falta naquele país), a Coreia do Sul é um dos países com mais evangélicos em todo o mundo, mais de 60% da população, e as maiores igrejas desse segmento do mundo estão lá, como a de David Yonggi Cho. Sendo esse país lembrado há mais de 30 anos como produtor de animação, é meio esquisito essa galera não pensar em investir em, sei lá, manhwas animados gospel.
Só espero que Rosalyn e sua turma – além da Aïsha, que vocês conhecerão abaixo – possam chegar às pranchetas dos nossos amados hermanos coreanos (hermanos é fuego, ainda mais depois de ontem). Entonces, força no Google Translate:

우리 모두 사랑하는 한국어 형제하려면 애니메이션, 만화, 최선을 다해 소원을 만드는 작업을하는 경우, 방문 http://igorcbarros.furtopia.org 몇 가지 여분의 시간이 없어. 5 월 신의 축복이.
05
Set
09

Despertando de um sono profundo com… Aïsha!

Aïsha, a companheira de aventuras do Zicky Zira. Eu sei que você não conhece nenhum dos dois, mas é só um chiste.

Aïsha, a companheira de aventuras do Zicky Zira. Eu sei que você não conhece nenhum dos dois, mas é só um chiste. Clique na imagem para ampliar.

Depois de um esforço sobre-humano, motivado por galerias e mais galerias que encontrei por aí de pessoas que desenham pior do que eu, mas elas estão na Web e eu não, resolvi reinstalar o scanner e trazer para vocês em mais detalhes ela, o verdadeiro motivo pelo qual a garotada assistia Zicky Zira & os Figurantes AtômicosAïshaaa! (Assistia não, né, vai assistir, dãrdy, é só as produtoras que tem por aí darem uma phorça…)

Sério. Eu tava com uma saudade desgraçada 1) de desenhar 2) de colorizar os baguio e botar na Internet, ainda mais com tanta gente visitando os blogs e 3) para isso usar o Inkscape, que eu disse que com isso iria ter mais desenhos e mais rápido… (promessa de campanha?)
E achei uns sites véios por aí, dos bons tempos da Web 0.5, que me inspiraram bastante. Mas ela veio antes, em 2006.

Aïsha, a baixinha dos rainhos! A primeira não-furry a roubar a cena geral na tela da Cover.

Aïsha, a baixinha dos rainhos! A primeira não-furry a roubar a cena geral na tela da Cover. O quê, não gostou? Então tome uma cabeçada no joelho

A Aïsha surgiu em cima de um mega de um clichê que eu já vi em trocentos desenhos animados, os das ruivas de bochechas pronuciadas – só perdendo pras ruivas de cabelo em asa de gaivota (aí nessa categoria entra a raposa vizinha da Rosalyn). Ah, um pouco mais e ela poderia ser uma irmã mais velha do argentino Dibu.
Na verdade ela não tem exatamente o padrão de beleza dos anos 80, mas os meus personagens quase não tem as maçãs do rosto mesmo, não adianta, se vocês virem um personagem assim desenhado por mim é porquê estou fazendo fan art ou rotoscopia de desenhos já existentes… E apesar de ser um clichêzaço, até que me saiu uma bella de uma personagem (com trocadilho, gosto pra caramba da Bela também, mas, continuemos), porquê ela no fundo satiriza esse clichê, ela não é exatamente uma Ĵεsѕιса Яαβыт, ela é, como direi, uma menina simples e sem phrescuras.
E mesmo assim, ela consegue deixar Zicky Zira sem respiração. Muito embora não seja tão bem sucedida em sua vida amorosa homo sapiens – tudo o que aparece na série são ex-namorados.
E embora seja um pitéu, de modelo ela só tem a voz… pois é, ela é rouca (“Louca não, rouca!” ela diz), e como ZZ&FA é uma comédia, vive recebendo perguntas se ela tomou sorvete congelado, se acabou de acordar  e coisas do tipo.
Mas o que eu mais gosto é um aspecto técnico. Desde que eu meti a ser cartunista nesta vida, lá por 1989, eu imito o estilo de outros. Quer dizer, tento, nunca consegui, os desenhos nunca deixam de ter o meu DNA neles. E toda a galera de ZZ&FA (futuro Zicky Zira, the Series) embora satirizando os anos 80, acaba sendo completamente no meu estilo próprio – eu sei que é duro de diferenciar isso do que tem por aí, mas é, por exemplo, assim como a Rosalyn, mesmo sendo a Baixinha dos Rainhos, ela não tem mãos lá muito pequenas…
Tem mais Aïsha chegando por aí, já já, neste blog, e, se Deus quiser, em um novo episódio do Zicky Zira.




Personagens & Cia.

Os personagens que fazem, fizeram ou farão parte da nossa vida! Mais especificamente, os de alguns segmentos: Quem são eles? Como eles são feitos? Quem os faz? Como eu, assim, de repente, poderia fazê-los também?... Esta e outras questões que a Internet, UseNet e CotoNet não respondem tentarão ser respondidas aqui!

Comentários, sobretudo de profissionais do ramo ou fãs do gênero são bem-vindos.
Aproveite para dar uma passada nos dois sites dos nossos personagens próprios, com as turmas da Rosalyn e do Zicky Zira.

E se você faz HQs ou pretende entrar no mercado de desenhos animados nacionais, e tem fotolog, Deviantart, site, qualquer coisa, mande o seu link pra gente, que vamos divulgar o link. Meus concorrentes estão lá fora, no Brasil é nóis na fita, mano!

Gente passa por aqui

  • 24,525 pessoas passaram por aqui. E você?

Hoje é dia de Pomarola!

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No tempo em que Dondon jogava no Andaraí (no tempo…)

Ô da potrona!

Todas as marcas (TMs) citadas são de propriedade de seus respectivos proprietários. O que passar disso é procurar pêlo em ovo, para o qual sugiro ir pescar, traçar uma caixa de bombons ou procurar uma namorada.